frasco com capsulas de calmante fitoterápico
Calmantes fitoterápicos precisam de liberação oficial

Um dos remédios mais vendidos atualmente no Brasil é o Rivotril. Com venda controlada, o medicamento ajuda a combater a ansiedade. O problema é que pode ter efeitos colaterais e até causar dependência química. É por isso que um calmante fitoterápico pode ser a melhor opção para situações de ansiedade e estresse.

Na verdade, a questão é que às vezes recorremos a composições sintéticas e fortes sem antes buscar as soluções mais naturais. Existem substâncias super fáceis de encontrar que ajudam no controle manutenção do humor. Essa é a base de um fitoterápico.

Vamos saber mais sobre como funcionam esses calmantes? Confira no artigo a seguir!

O que é um calmante fitoterápico

Calmantes fitoterápicos fazem parte da classe do que a ANVISA chama apenas de fitoterápicos. São fórmulas produzidas a partir de vegetais e com uma ação devidamente estudada e prevista. Para entrar nessa categoria, não basta, por exemplo, misturar substâncias como a camomila e a valeriana e colocar à venda. É preciso que seja possível prever quais são os mecanismos de ação propostos por essa mistura.

Outra questão essencial é que a matéria prima precisa ser exclusivamente vegetal. Para ser considerado fitoterápico, essa mesma camomila não pode ser reunida benzodiazepinico. Caso isso aconteça, o produto final será um medicamento, e não mais considerado de origem natural. As substâncias utilizadas também precisa ser ativas isoladas. 

Para que um calmante fitoterápico receba seu devido registro, sua atuação no organismo precisa de alguma comprovação científica. São realizadas pesquisas toxicológicas e farmacológicas antes que possam ser comercializados. 

Na prática, os produtos podem até funcionar como um chá calmante, entretanto, possuem uma ação mais controlada. 

Para quê servem os calmantes fitoterápicos

mãos segurando pílulas de coração
Produtos fitoterápicos são considerados mais saudáveis

Partindo dessa explicação sobre fitoterápicos, os produtos calmantes dessa origem são aqueles que têm ação comprovada. Dependendo da composição, são receitados ou indicados para situações como:

  • estresse;
  • nervosismo;
  • ansiedade;
  • TPM;
  • insônia; 
  • irritabilidade;
  • cansaço;
  • fadiga;
  • agitação.

Como se tratam de substâncias mais orgânicas, sua atuação costuma ser mais leve do que a de remédios. No entanto, servem para ajudar no reequilíbrio e controle emocional.

O que acontece é que há situações que podem acarretar períodos mais estressantes, sem que signifique um transtorno crônico. Pessoas com problemas no trabalho, por exemplo, tendem a ter mais dificuldade no sono. Nessa situação, não há qualquer necessidade de um medicamento sintético com ação intensa nos neurotransmissores.

Da mesma forma, um jovem estudando para o vestibular talvez precise de mais tranquilidade para realizar a prova. Tomar um calmante fitoterápico será uma alternativa importante para aumentar a concentração na prova. Isso, é claro, se não tiver componentes que estimulem o sono. 

Quais são os componentes de um calmante fitoterápico

Chamados também de ansiolíticos naturais, certas plantas possuem ativos com o poder de diminuir sintomas de agitação, ansiedade e estresse. Algumas são consumidas em forma de chá, no entanto, seu extrato costuma ter uma concentração maior de nutrientes. 

As substâncias na composição de fitoterápicos calmantes são as que conseguem trabalhar de alguma forma no sistema nervoso. Confira quais são as mais utilizadas!

Passiflora

Sabe quando as pessoas falam que tomar suco de maracujá acalma? Então, não é errado, no entanto, é em sua flor que está o maior potencial calmante. A passiflora, também conhecida como flor da paixão, é considerada um ansiolítico orgânico. 

Ainda em processo de conhecimento pela ciência, a passiflora possui beta-carbolinas, substâncias relacionadas à serotonina e ao triptofano, ambos ligados à sensação de prazer e bem estar. Também tem uma ação agonista com os receptores GABA e benzodiazepínicos, sendo eficiente para garantir mais tranquilidade. A presença de saparinas é igualmente relevante, por poder causar relaxamento naturalmente. 

Valeriana

raiz de valeriana
A raiz de valeriana é uma das mais usadas em calmantes naturais

Outra rainha dos calmantes, a valeriana é muito utilizada no combate principalmente à ansiedade. Nos calmantes fitoterápicos, sua presença é na forma de sua raiz, transformada em extrato.

Comprovadamente eficiente para estimular o sono, tem uma ação nos receptores de serotonina e de melatonina. Esse último, ligado principalmente à sensação de sono. 

Com um efeito ansiolítico, também é utilizado como relaxamento muscular e contra espasmos. É comumente preparada como chá, no entanto, em uma fórmula fitoterápica, está presente de maneira mais intensa. 

Kava-kava

Pense em como o vinho está presente na nossa vida. Agora imagine que o Kava-kava tem uma presença parecida na população de ilhas do Pacífico, especialmente na Polinésia. Para algumas pessoas, o álcool serve como um meio de relaxar e esquecer as preocupações. Os relatos sobre esse extrato são parecidos.

Ainda contando com pouca explicação científica, já se sabe que o kava-kava age no organismo da mesma forma de uma bebida alcoólica. Por isso, passou a ser usada como um calmante natural com poder de diminuir a ansiedade e estimular o sono.

No Brasil, ainda não é tão popular em sua forma in natura. Contudo, já está presente em muitas composições calmantes fitoterápicas. 

Erva de São-João

Cientificamente chamada de  Hypericum perforatum, está presente em fórmulas contra a depressão. É muito utilizada inclusive em remédios que não são considerados fitoterápicos.

Com nutrientes como  taninos, pectina, aminoácidos, vitamina C, fitoesterois, carotenoides e flavonoides, está comprovadamente relacionada aos sistemas noradrenérgicos, dopaminérgicos e serotoninérgicos. Na prática, isso significa que aumenta a sensação de bem estar e combate os sintomas de crises depressivas.

Para algumas pessoas, a erva de São João contribui para o emagrecimento. Isso acontece por diminuir os episódios de compulsão alimentar, dando mais tranquilidade. 

Melissa

Muito indicada desde o tempo das nossas avós, a Melissa costuma ser consumida na forma de chá também. No entanto, sua ação não está apenas relacionada à crenças antigas, há explicações científicas sobre sua eficácia. 

Da mesma família do hortelã, é rica em flavonoides, taninos e triterpenos. Atualmente vem sendo estudada a presença de ácido  rosmarínico em sua composição, pois se trata de uma substância que pode prevenir doenças como herpes e contribuir no tratamento pós AVC.

Como calmante, é bastante indicado para reduzir a ansiedade, acalmar problemas digestivos, estimular o sono e agir como um sedativo leve. 

Camomila

flores de camomila
A camomila está no topo da lista de calmantes

Outra erva que não pode faltar em termos de calmante, a camomila é a base de muitos produtos fitoterápicos. E não é à toa. A planta possui propriedades comprovadamente relaxantes, agindo nos receptores de bem estar e prazer. 

Como chá, possui efeitos mais leves do que na forma de extratos. Pode ser combinada à valeriana, funcionando assim também em favor do sono.

Os calmantes fitoterápicos de camomila são bastante recomendados por seu baixo risco de efeitos colaterais. 

Como usar os fitoterápicos 

Embora tenham origem natural, os medicamentos fitoterápicos precisam ser utilizados com o devido cuidado. Ainda que de origem orgânica, alguns nutrientes possuem substâncias químicas com poder de ação intenso, especialmente se consumido em excesso. Ou se combinado com outra substância igualmente forte.

A combinação inadequada de camomila e valeriana, por exemplo, pode deixar a pessoa sonolenta a ponto de não poder dirigir. Logo, mesmo que seja bom para combater a insônia, pode comprometer a segurança.

Apesar desse possível efeito adverso, o uso de calmante fitoterápico dispensa prescrição médica. Não é preciso que o produto tenha receita médica. Ainda assim, tem sido cada vez mais comum encontrar médicos que indiquem esse tipo de aliado contra o estresse. 

Quem pode usar calmante fitoterápico

Mulher dormindo com expressão de alegria
O sono tranquilo é indispensável

Via de regra, os calmantes fitoterápicos têm utilização livre, podendo ser receitado para qualquer pessoa sem doenças crônicas. É preciso considerar, porém, situações mais específicas. Certos grupos precisam de liberação do especialista. É o caso de:

  • gestantes;
  • idosos;
  • hipertensos;
  • diabéticos;
  • crianças;
  • adolescentes abaixo de 16 anos. 

Embora tenham origem natural, os fitoterápicos podem reagir a sintomas prévios que não sejam relacionados ao estresse. Para grávidas, por exemplo, a ocorrência de pressão baixa pode ser ainda mais prejudicada se o calmante for mais forte. Logo, é importante que o ginecologista determine qual fórmula será mais útil e segura. A camomila, por exemplo, costuma ser motivo de discordância na comunidade científica em se tratando de gestantes. Nesse caso, é interessante optar por propriedades mais leves, como a hortelã por exemplo.

Para quem sofre com diabetes, é preciso avaliar a interação da erva ou extrato da composição em relação aos níveis de glicose no sangue. Tanto é possível que o fitoterápico aja controlando como estimulando a produção de insulina. Ou que interfira no processo de absorção de glicose pelo intestino. Logo, a indicação do profissional especializado é o que vai determinar seu uso com segurança. 

Quando trocar o calmante por remédio

frasco com pílulas
Calmantes fitoterápicos ou remédios?

O mais comum é que o calmante fitoterápico seja utilizado em casos de crises temporárias. É o ideal para momentos como:

  • términos de namoro;
  • preocupações pontuais;
  • insônias causadas por problemas pessoais;
  • rotina muito agitada;
  • ansiedade por provas ou resultados de processos seletivos.

Como dá pra notar, o foco são situações agudas, sem ocorrência a longo prazo ou crises impossibilitantes.

Para pessoas com síndrome do pânico, por exemplo, os calmantes fitoterápicos não possuem o mesmo alcance do que um remédio sintético. Isso acontece porque embora possam ser eficientes, substâncias ativas orgânicas nem sempre conseguem atingir mais de uma região cerebral, por exemplo. Doenças mais complexas exigem um tratamento igualmente mais completo. 

Qual a diferença entre calmante fitoterápico e remédio natural

Quando você vai até o quintal, pega algumas folhinhas de hortelã e prepara um chá, esse é um remédio natural. Enquanto isso, tudo que é fitoterápico segue uma lógica diferente.

O termo fitoterápico pressupõe as palavras “planta” e “terapia”. Isso significa que são medicamentos feitos com planta, mas que formam um tratamento. Para isso, se utilizam de substâncias reconhecidamente eficientes e estudadas pela ciência em alguma medida. 

Sempre que você tiver dúvidas sobre um e outro, considere que o remédio natural é aquele que passa de geração para geração. É o que sua avó diz para fazer em casa mesmo, para acalmar. Já o calmante fitoterápico se apresenta a partir de fórmulas e composições com o devido registro na ANVISA. 

Quais são os riscos de um calmante fitoterápico

ervas naturais
As ervas naturais precisam de comprovação científica

Quando uma substância ou fórmula tem efeito comprovado e dispensa receita médica, é comum que diferentes pessoas tenham acesso a ela. A questão é que nem sempre o que é bom para mim é bom para você. 

Um exemplo dado pelo médico Drauzio Varella é simples. A erva de São João é uma das mais vendidas no Brasil. Muito celebrada contra a depressão, se trata de uma erva que tem demonstrado bons resultados. 

A questão é que essa mesma planta, se consumida junto com remédios antirretrovirais — parte do tratamento contra a AIDS — reduz sua eficácia. “Suponhamos um paciente fazendo tratamento contra aids e tomando o coquetel, vitaminas e, às vezes, talidomida, que se sente deprimido e ouve falar de um remédio natural que pode melhorar seu ânimo. O que acontece? Ele resolve experimentá-lo e, de repente, sua doença se agrava”, explica o médico, ao tratar dos riscos de fitoterápicos consumidos sem responsabilidade. 

Como escolher o calmante fitoterápico

ervas naturais em capsulas
É preciso buscar fórmulas aprovadas

O ponto de partida de qualquer escolha de calmante é compreender os seus sintomas. Se você sente uma infelicidade constante e sofre com hipertensão, não é possível tomar um fitoterápico sem ter liberação médica. 

Já se você estiver vivendo uma situação limite, como a busca por um novo emprego, vale considerar as substâncias que já conhece. Se o problema é o sono, a valeriana será uma das opções mais eficientes e seguras. Logo, você poderá consumir e perceber se está funcionando ou não. 

Outro ponto importante na escolha é analisar o rótulo com cuidado. Busque sempre o registro na ANVISA e pesquise sobre efeitos adversos. Muitos dos problemas relatados em se tratando de calmante fitoterápico poderiam ser evitados se as orientações do fabricante fossem seguidas. Não subestime a bula ou as orientações que acompanham o produto. 

Para encerrar, vale reforçar que sempre que você tiver dúvidas sobre o que fazer para diminuir o estresse e a ansiedade, vale começar pela mudança de hábitos. Diminuir os gatilhos do seu dia a dia é sempre muito eficiente, podendo até mesmo dispensar o uso de produtos fitoterápicos. A partir daí, os chás calmantes são também uma opção interessante. 

Você já tomou algum medicamento de origem fitoterápica? Deixe seu comentário falando como se a experiência deu resultado! 

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